O que são dentes inclusos? Todo e qualquer dente que não esteja visível na cavidade bucal é classificado como dente incluso. Quando está parcialmente visível, classifica-se como semi-incluso. O dente mais comumente acometido pela inclusão é o terceiro molar ou dente do siso. E, desta forma, associa-se ao nome dente incluso como o dente siso.

Qual o motivo do dente ser chamado de dente siso?

Estes dentes nascem por volta dos 18 anos de idade, mesma idade em que os jovens devam criar juízo e terem responsabilidade. Então associou-se o aparecimento destes dentes com a formação do caráter e do juízo dos jovens (sinônimo de siso).

Quais os motivos dos dentes siso serem inclusos?

Quando surgiram os primeiros ancestrais do homem, os dentes do siso também chamados terceiros molares se desenvolveram para facilitar a mastigação. Naquela época, como os alimentos eram muito mais duros, a mastigação, uma tarefa complicada, exigia outros molares. Hoje, com os alimentos mais moles e pastosos, esses dentes praticamente perderam sua função. E a tendência é que, num futuro não muito distante, eles deixem de existir. Esta tendência é chamada de evolução genética.

Quantos são os dentes siso?

Os terceiros molares (dentes de siso) apresentam-se, na maioria das pessoas, em número de (04) quatro. Sendo (02) dois superiores (um direito e um esquerdo) e (02) dois inferiores (um direito e um esquerdo). Geralmente esses dentes sofrem erupção, ou seja, “nascem”, em torno dos 17 aos 20 anos de idade.

Por que os dentes de siso não existem em algumas pessoas?

Para confirmar a ausência do dente siso, é necessária uma avaliação profissional. Pois, somente através de uma avaliação clínica e radiográfica é possível determinar sua presença ou ausência. Deve-se considerar ausência a completa inexistência do dente e não somente a falta de visibilidade na cavidade bucal, pois ele poderá estar presente e estar incluso. A ausência do dente do siso pode ocorrer pela ausência do germe dentário (herança genética).

Por que remover os dentes inclusos?

Todo dente foi “projetado” para estar na boca em função: mastigatória e estética. Quando o dente não está exercendo sua função ele pode gerar uma série de complicações, que no caso do dente siso podem ser diversas: produzir reabsorções de dentes vizinhos, dor local e irradiada, lesões císticas e dores articulares. Se ele erupcionar parcialmente, pode vir a gerar um quadro inflamatório e/ou infeccioso que é conhecido por pericoronarite. Tal quadro gera muita dor para o paciente, além de inchaço, odor e irritação local.

É considerada uma extração dentária ou uma Cirurgia para remoção dos dentes inclusos?

Quando um dente está totalmente externo e não há nenhuma resistência para sua remoção, considera-se uma extração dentária. Em se tratando do dente siso, este é um dente que apresenta características particulares: dificuldade de visualização (interno), recobrimento gengival e ósseo sobre a sua coroa, contato íntimo com estruturas nobres (seio maxilar, nervo e vasos sanguíneos), anatomia irregular (coroa e raízes curvas). Tudo isto faz com que a sua remoção tenha que ser cercada de cuidados antes, durante e depois da cirurgia. A técnica e os equipamentos, além da experiência do profissional e de sua equipe, são importantes no processo cirúrgico de remoção dos dentes inclusos.

Qual a idade para a Cirurgia de remoção dos dentes inclusos? 

Ao final do crescimento ósseo, o cirurgião é capaz de avaliar se existe espaço e posicionamento adequado para o nascimento do dente. Caso contrário, a sua remoção cirúrgica está indicada a partir deste momento.

Qual profissional é indicado para realizar esta Cirurgia?

Considerando este procedimento uma cirurgia, pelos motivos descritos acima, o profissional indicado para esta cirurgia é o cirurgião bucomaxilofacial, especialista em cirurgias da boca e da face. Capacitado para realizar a cirurgia e, principalmente, as eventuais complicações que podem ocorrer, seja em ambiente de consultório ou em ambiente hospitalar.

TRACIONAMENTO

Por que existem dentes inclusos?

A etiologia da inclusão ou impactação dentária pode estar relacionada a algum distúrbio do crescimento mandibular ou do desenvolvimento dentário. Muitas vezes a falta de espaço está relacionada à arcadas pequenas ou a coroas de dentes grandes. Esta falta de espaço na arcada faz com que os últimos dentes de cada série (incisivos, caninos, pré-molares e molares) fiquem sem condições de nascimento. Outras vezes a presença de tumores odontogênicos relacionados aos dentes internos dificulta a eclosão dos dentes.

Qual é o tratamento para os dentes Internos (inclusos)?

Todo dente incluso que não for o terceiro molar ou dente do siso (superior ou inferior), pode e deve ser recuperado através de técnicas de reposicionamento chamada de TRACIONAMENTO. As alternativas de tratamento são inúmeras, e podem envolver cirurgia para exposição da coroa do dente interno.

Qual o objetivo do Tracionamento?

O tracionamento tem como finalidade redirecionar a trajetória eruptiva e auxiliar, ou até substituir, a força eruptiva do dente não irrompido. Isto quer dizer que o dente incluso deve ser posicionado junto aos demais dentes da mesma arcada dentária.

Quais as condições para o Tracionamento?

Atualmente, o método mais utilizado é o uso de acessórios ortodônticos para tracionamento de dentes não irrompidos devido a sua maior facilidade técnica, exigência de menor extensão da área cirúrgica e menor remoção de tecido para acesso à coroa dentária. Portanto, é necessário que o paciente esteja sendo tratado com aparelho ortodôntico fixo ou móvel para que o mesmo possa ser submetido à técnica de recuperação de dentes impactados.

Pode haver insucesso da técnica de recuperação?

Como todo procedimento cirúrgico, o risco de haver complicações é possível. Desta forma, esta cirurgia odontológica deve ser planejada seguindo os mesmos critérios das demais cirurgias. Realiza-se uma boa avaliação pré-operatória, planejamento prévio junto ao ortodontista, experiência, equipe treinada e material adequado. A maior complicação da técnica de tracionamento é não conseguir recuperar o dente. Ou seja, apesar das forças de movimentação, o dente permanece na mesma posição. Isto condena o dente e o mesmo deve ter sua extração indicada.

Como agir de forma preventiva, nestes casos?

Como todo processo preventivo, o mais indicado é que o paciente esteja sendo acompanhado por um dentista, especialmente o odontopediatra. Este profissional é capaz de avaliar se está ocorrendo uma troca da dentição decídua (dentes de leite) pela permanente dentro dos prazos e da faixa etária correta. Um exemplo disto: A idade mais comum de nascimento do canino superior (“dente da presa” ou do “vampiro”) é em torno dos 11 anos de idade. Caso este dente não tenha aparecido na boca até a idade de 13 anos, independente de variações individuais, este paciente deve ter indicação de tratamento para provável técnica de Cirurgia de Tracionamento (realizada pelo cirurgião Bucomaxilofacial), pois este dente deve estar incluso, não apresentando forças orgânicas naturais de nascimento espontâneo.

Existe forma de saber a existência de problemas com o nascimento dos dentes?

Um método muito simples que pode ser utilizado pelos próprios familiares é a técnica de avaliação visual do homólogo. Quer dizer que os dentes apresentam uma semelhança de nascimento de um lado com o outro lado. Ou seja, se um dente incisivo central do lado direito superior fez a sua aparição na boca e o mesmo dente do lado oposto (esquerdo) ainda não apareceu, isto é sinal de preocupação e de uma consulta para avaliação. O diagnóstico pode ser desde uma variação individual normal, até mesmo uma situação de cirurgia de tracionamento. Daí a necessidade de acompanhamento feito pelo profissional

Qual a necessidade do Tracionamento?

Todo dente deve estar em boca realizando sua função (estética e mastigatória). Quando isto não acontece, e existe a presença de um dente incluso, este não deve permanecer pelos motivos que são expostos (VER TÓPICO DENTE SISO – IMPACTADOS).

Desta forma, o aproveitamento dos dentes inclusos é necessário para o restabelecimento da oclusão funcional, devolvendo aos pacientes a perfeita harmonia mastigatória e estética.